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Sandra R. P. Santos

Possui doutorado em Educação pela Universidade Federal Fluminense (2006), mestrado em Educação Ambiental peal Pontífica Universidade Católica do Rio de Janeiro (1991), graduação em Ciências Biológicas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1984), graduação em Pedagogia Administração Escola pela Universdade do Estado do Rio de Janeiro (1986), graduação em Langue et Littterature Francaises – Université de Nancy I (1986). Atualmente é diretora do Instituto Superior de Educação do Rio de Janeiro. Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Ciências e Saúde, atuando principalmente nos seguintes temas: formação de professores e ensino de ciências e gestão educacional. É implementadora do primeiro curso normal superior público do Brasil.

Resumo


                 “Ideologia, eu quero uma para viver”     CAZUZA


Neste inicio de século XXI, podemos constatar que Educação e Saúde, enquanto serviços republicanos, contra-hegemônicos à ideologia neoliberal, revelam o processo de desmonte proposital de suas condições objetivas. Além disso, também é evidente a prevalência do discurso de desqualificação de seus sujeitos-servidores. Como pano de fundo está em questão a privatização dos equipamentos e a imposição do consumo de serviços pagos de Saúde e Educação, pretensamente envolvidos pelo discurso da competência e da rigorosidade. De fato, estas últimas são aos poucos desveladas como  serviços lacunares de sentido social.     Diante da crise do capital, estamos, também, em crise da ética e do conhecimento como estruturantes humanos que nos potencializam DIZER NÃO aos convites diários de consumo das ofertas do capital. E as ofertas do capital não estão postas em mundos distantes, estão nos pequenos gestos e reações do cotidiano. São estes gestos e reações que se tornam referências para os que nos cercam, seja cuidando de crianças, jovens e idosos, nos espaços da Saúde e da Educação. Saber cuidar, com prazer de conviver, fundamenta o conceito de saúde plena como direito social ( 8ª Conferência Nacional de Saúde -CNS-1986). Vivenciar natureza e cultura, sem dissociá-las, implica, por exemplo, interfacear saberes indígenas ou afro-brasileiros, preteridos pela academia, aos saberes científicos de seus princípios ativos, patenteados pela ciência moderna. A quem pertence a autoria dos saberes da saúde plena? Aos primeiros? Aos segundos? Ou ao diálogo não dogmático de ambos? Quais nações são detentoras das várias patentes científicas? A ciência é produto exclusivo do capital? Ou processo humano de ética e conhecimento?  No cotidiano da Educação Básica dá-se a formação de cidadãos brasileiros que precisam se apropriar da clareza de que saúde não é ausência de doença, nem se restringe aos limites físicos do corpo. Direito à saneamento básico, à educação pública, a atendimento médico preventivo, à alimentação balanceada, ao trabalho com condições dignas, às atividades culturais diversificadas, às brincadeiras de infância, à acessibilidade, à mobilidade urbana, à habitação, à convivência não preconceituosa das diversidades, à participação da gestão dos serviços públicos... são alguns exemplos do exercício de conquista da saúde plena. Nesta perspectiva, frente aos riscos globais de fome, inundações e conflitos (INVERTA, Ano XXIII, nº 472) nos propusemos a problematizar o que parece naturalizado sobre Saúde e Educação, compondo a mesa temática 01 do IX Seminário Internacional de Lutas contra o Neoliberalismo e dialogando com seus sujeitos partícipes sobre o valor da perspectiva dialética de ciências e saúde com sentido social, por uma Pedagogia da Autonomia (FREIRE, 2002) de educandos e educadores.

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